sábado, 26 de outubro de 2013

Tabatinga paraibana: HD e vinil


Chegada. Pé no chão; pedrinhas, folhas, areia, reentrâncias diversas penetram pela sola, como se uma miríade de agulhas, típicas da tradicional medicina chinesa, estivessem estimulando pontos sensoriais fundamentais adormecidos pelos cotidianos cadarços do asfalto. Explosão em HD, fogos de artifício, imagens e sensações indescritíveis.
Silêncio. Corpo imerso; praia deserta..., tonalidades de verde, rio e mar, água morna. Mergulhos e suspiros, infância aflora, lembranças dos 12 anos, disco de vinil toca reanimando feixes da memória persistente, como um estuário repleto de nutrientes reanimando os fluxos afetivos.  
Silêncio de novo. Rosto na areia; pele modificada, um nada e todos os tempos no presente. Único, perfeição, criação, morte.
Partida. Sentado na pedra; falésias resistentes, nuvens vespertinas, luz adormecendo nas ondas relutantes e nas encostas avermelhadas, contrates de imagens e sons, caminho...