
Ao levar meus
filhos às manifestações, desejo contribuir com o sentimento de indignação que
se materializou em atos briosos de ocupação do espaço público. As bandeiras são
múltiplas, plurais e descentradas, mas culminam, numa tentativa de síntese, no
repúdio a escabrosa vitaliciedade do domínio de nossas elites políticas; dos
partidos, dos mais variados espectros, entregues ao maquinismo do poder pelo
poder e da perpétua forma de tornar o público o lugar da locupletação dos mega empresários, sobretudo, em época de
copa e olimpíadas. Certamente, as manifestações numa democracia são legítimas e
confrontam territórios dominados, promovendo o desvio da ordem democrática dócil planejada. Logo, todos
nós manifestantes somos, por esse viés, desviantes ou mesmo desordeiros. Alguns,
incisivamente, talvez mais sensibilizados por décadas de opressão, avançam
sobre lugares representativos dessa ordem, para ocupá-los ou mesmo depredá-los;
outros, de forma mais comedida, expressam sua indignação ressignificando os
símbolos nacionais, ao portarem a bandeira e ao cantarem o hino nacional,
associando-os, de fato, ao povo heroico.
Dentro desse campo de ação da radicalidade democrática cabem muitos e é assim
que precisa ser, contudo, é totalmente INCOMPATÍVEL
com posturas TOTALITÁRIAS, INTOLERANTES, PERSECUTÓRIAS e DISCRIMINATÓRIAS. Creio
que há uma inegociável exigência para a transformação do Brasil, e ela está no
compromisso de não cedermos a nada que se assemelhe aos anos dos generais no
poder.
Estamos na Luta, de olho nos fascistas (pseudo discurso "sem partido") e na mídia burguesa!!! Belo texto, ótima análise!!! #AcordaCuité, pela implantação da Lei da Ficha Limpa Municipal!!! Abraços!!!
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